não sei se é uma experiência para toda a vida, sequer para mais que dois ou três anos. não tive férias, não posso ficar doente, se corre mal a culpa é a minha, se corre bem o mérito é deles. mas nos dias bons, é muito bom. e garantidamente, passar o tempo com miúdos de doze e treze anos não é assim tão insuportável. ganhamos um léxico mais extenso, ainda que não particularmente adequado aos vinte e oito que já cá batem. uso a expressão "pausar" vezes demais para ser em ironia, lamentavelmente. dou-lhes mais corda do que aquela que eles deviam ter. sei o nome dos três jonas brothers e do quarto mais pequenito, já joguei counter-strike, fifa street, tribal wars. passo facilmente da matéria de ciências do sexto ano para o português do décimo primeiro, até a matemática do sétimo tem deixado de ter segredos para mim. e depois é dia de sairem as notas, e suspiramos longamente. e depois é dia de os levar ao cinema ver o novo do jim carrey, e suspiramos longamente. e depois é dia de pagar contas e suspiramos longamente outra e outra vez. já estive pior, também já estive melhor. gosto muito deles (da maioria, vá) e tem sido bastante pausado estar com eles todos os dias. para o ano logo se vê.